Inspiração para o “tesouraço” defendido pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o “plano motosserra” do presidente da Argentina, Javier Milei, levou ao fechamento de 32 mil empresas em menos de 3 anos, tempo em que ele está no poder.
De acordo com os dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino, divulgados no sábado (10), o total de empregadores no país passou de 512.357 em novembro de 2023, um mês antes de Milei assumir o governo, para 480.067 em julho deste ano.
São 18 meses seguidos de registros de fechamento de empresas na Argentina. Somente no mês de julho deste ano, o país registrou uma queda de 948 empregadores no cadastro da SRT. No mesmo mês, o número de postos de trabalho formais fechados foi de 3.485.
A situação ocorre após três anos de implementação do Plano Motosserra do governo Milei, cuja justificativa era resolver os problemas da economia argentina, dentre os quais a inflação e a burocracia.
Dentre as medidas, foram aplicadas a redução das obras públicas; corte do subsídio à energia (gás e luz) e aos transportes (tarifas de trens e ônibus); desvalorização da moeda e redução dos repasses federais às províncias.