Em live com Nahuel Medina, que foi classificado como “sócio” por Pablo Marçal, Kevim Guerra dos Santos Flores, idealizado do token “B22”, um esquema que distribui criptomoedas para quem compartilhar uma publicação do perfil hyperskidsafrica, no Instagram, com a divulgação da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o objetivo é usar o projeto social com garotos dançarinos de Uganda, na África, para enganar eleitores de Lula e “conseguir com que várias pessoas, às vezes que votaram no 13, compartilhem em suas redes sociais o B22”.
Na live, Flores afirma que já faz uma parceria com o projeto de Uganda, que tem mais de 13 milhões de seguidores no Instagram e resolveu lançar o airdrop, modalidade de distribuição de criptomoedas, com uma “dupla causa”.
“O novo token foi lançado agora, há uma hora e meia atrás, com uma dupla causa. Era uma causa até mais de apoio político, de fato. […] A gente vai conseguir com que várias pessoas que votaram no 13 compartilhem em suas redes sociais o B22, que é um token que está ajudando o Marvin, certo? Só que imagina o efeito que isso tem quando uma pessoa, para querer, né, ter uma gamificação, ela compartilha o B22 na sua rede social. A gente aumenta a nossa chance de muita coisa. Ainda mais no Instagram com 13 milhões de seguidores. É incalculável assim o efeito manada que isso pode levar”, diz Flores, que convidou para a live Sserunjogi Marvin, cofundador do Hyper Kids África.
ENTENDA:
Esquema usa crianças de Uganda e distribui criptomoedas por propaganda pró-Flávio; prática lembra caso Marçal
À Folha, o advogado eleitoral Hélio Silveira, o mecanismo repete a lógica dos “concursos de cortes” de Pablo Marçal, que resultaram na inelegibilidade do empresário — hoje integrante da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.