“Picaretagem”. Assim definiu o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) a versão apresentada por uma assessora do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), de que o seu chefe teria sido vítima de um golpe para montar uma denúncia supostamente falsa de estupro de vulnerável.
Para tanto, ela fez uso de uma denúncia sem prova feita por homem que já publicou – também sem qualquer evidência -, entre outras teorias conspiratórias, que:
O nome do denunciante é Luiz Antonio Lopes, e ele é filiado ao PL, o mesmo partido de Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro.
Na semana passada, Alfredo Gaspar foi escolhido para compor a chapa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RF), ocupando a vaga de candidato a vice-presidente. Logo após o anúncio, voltou à tona uma denúncia levada à Polícia Federal por Lindbergh e Soraya Thronicke (PSB-MS) em março deste ano, em que uma mulher acusa o parlamentar de ter estuprado uma menina de 13 anos, que teria engravidado e, posteriormente, dado à luz a criança.
Ainda conforme denunciado, Gaspar teria se valido de uma terceira pessoa para negociar com a família da vítima, por meio de mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, o pagamento de uma quantia de R$ 470 mil para que o caso não viesse a público.