Luiz Antonio Lopes, comerciante que prestou depoimento sobre uma suposta “armação” contra Alfredo Gaspar, apontado como candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou em vídeo que esteve em Brasília durante os atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023. Ele disse que viajou à capital com amigos e alegou que o grupo deixou a cidade antes das prisões.
No relato, Luiz Antonio disse que chegou a Brasília por volta das 8h15 e passou a suspeitar de uma “armadilha” após afirmar ter visto a então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, entrar no prédio do STF. Ele também citou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o vereador de Nova Iguaçu Toninho da Padaria.
“Estava o Lindbergh Farias e um vereador de Nova Iguaçu, tá? Chamado Toninho da Padaria. Eu achei aquilo muito estranho. Falei: ‘Pô, estranho? Eles são petistas. O que é que eles estão fazendo aqui?’ Foi quando nós nos demos conta de que era uma armadilha”, declarou o comerciante.
Luiz Antonio sustentou que ele e os amigos passaram a orientar pessoas a deixar a manifestação. Já fora de Brasília, em uma rodovia, disse ter ouvido pelo rádio que as prisões dos manifestantes haviam começado.
Em outra gravação, Luiz Antonio ameaçou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator de inquéritos que resultaram em condenações de participantes dos atos golpistas. “Ministro Alexandre de Moraes, não entenda o que eu vou falar agora como uma ameaça. Que não é. É uma promessa”, afirmou antes de fazer uma ameaça de violência contra o magistrado.