O governo de Donald Trump ignora os apelos de Flávio Bolsonaro, do setor privado e a negociação com o governo Lula e deve aplicar, ainda nesta quarta-feira (15), uma tarifa de 25% sobre dezenas de produtos brasileiros. Com um impacto bilionário, as medidas afetam as exportações para um dos maiores mercados de destino para os produtos manufaturados do país, além do setor agrícola, de mineração e dezenas de outros.
De acordo com fontes do governo brasileiro, o negociador chefe dos EUA, Jamieson Greer, sinalizou na terça-feira (14) pela noite que fez oficialmente a recomendação para que Trump adote as tarifas e que elas devem ser anunciadas ainda nesta quarta-feira.
A diferença, desta vez, é que uma lista de produtos que serão isentos vai ser ampliada, na esperança de que a taxa não afete de forma dura a inflação nos EUA.
Assim, produtos como café, suco de laranja e carnes podem ficar de fora. Itens fundamentais para a produção de jatos da Embraer também devem ser isentados.
O Brasil, ainda assim, que alertou aos americanos que a tarifa seria “injusta”, já estuda possibilidades de uma resposta, por meio de retaliações contra produtos ou interesses dos EUA.