A visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil neste final de semana é tratada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como mais uma agenda da extrema direita, sem potencial para alterar o cenário político nacional.
O presidente argentino vai participar da convenção do Partido Liberal, neste sábado (25), que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Nos bastidores, a avaliação é de que a presença do argentino dialoga principalmente com um público já alinhado ao bolsonarismo e tem como objetivo conferir um verniz internacional ao campo conservador brasileiro, atualmente representado por Flávio, sem representar um fator de mobilização mais amplo.
Interlocutores do governo afirmam que não há pedido de encontro de Milei com autoridades brasileiras e que, por isso, a visita não é tratada como uma agenda oficial entre os dois países.
A expectativa é apenas acompanhar eventuais manifestações do presidente argentino para avaliar se haverá necessidade de resposta diplomática, especialmente caso ele faça ataques às instituições brasileiras ou tente interferir no debate eleitoral. Com a campanha de Flávio em crise, uma eventual provocação não pode ser descartada.