O Supremo Tribunal Federal aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República antes de decidir se autoriza a abertura de um inquérito contra Alfredo Gaspar, anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. O deputado é alvo de uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega.
A decisão caberá ao ministro Gilmar Mendes. A Polícia Federal pediu a abertura da investigação em 15 de abril, mas a PGR solicitou novas diligências antes de apresentar sua posição sobre o requerimento. As providências adicionais foram autorizadas pelo magistrado.
O prazo para a conclusão das diligências termina em agosto, segundo a Folha de S.Paulo. A PF ainda poderá solicitar mais tempo e, nesse caso, Gilmar deverá decidir se autoriza a prorrogação. Não foram divulgados detalhes sobre as medidas em andamento.
O pedido da Polícia Federal tem como base representações apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke durante a CPMI do INSS. Os parlamentares afirmam ter entregue documentos e conversas que indicariam, em tese, violência sexual contra uma menina que tinha 13 anos na época dos fatos.
Segundo a notícia-crime, a suposta violência teria provocado uma gravidez e o nascimento de uma criança, registrada como filha da avó. A representação também menciona uma possível intermediária e negociações de pagamentos de até R$ 400 mil para impedir que o caso fosse comunicado às autoridades. As acusações ainda não foram comprovadas judicialmente.