O partido Missão se pronunciou sobre a mudança de filiação de Flávio Bolsonaro nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disse que a troca de sigla foi “fraudulenta”. O senador enfrenta um impedimento para registrar sua candidatura no sistema da corte por causa do episódio.
A legenda afirma que a inclusão ocorreu por meio de uma tentativa de filiação fraudulenta e diz ter comunicado o gabinete do parlamentar dez dias antes do prazo para o registro das candidaturas. Em nota, o Missão declarou que seu sistema identificou a suposta fraude e tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas o TSE rejeitou o pedido.
“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, disse a legenda.
Enquanto a vinculação partidária permanecer ativa, Flávio não consegue registrar candidatura por outra sigla na Justiça Eleitoral. O partido informou que avisou o gabinete do senador em 2 de agosto. A legenda afirmou que os e-mails enviados foram abertos, mas não receberam resposta.
Flávio é o nome do PL para a disputa presidencial, enquanto o Missão lançou Renan Santos como candidato. O caso sobre a filiação do senador está sob análise do TSE.