Na noite de sexta-feira (17), o nome “Sicário” tornou-se um dos termos mais buscados do Brasil. Dados do Google Trends mostram que as pesquisas pela palavra cresceram 1.300% em comparação com o mesmo período da semana anterior, movimento diretamente provocado pela divulgação de uma fotografia que mostra o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o homem que ficou conhecido pelo apelido e que integrava uma suposta milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A plataforma registrou alta simultânea em buscas por “Flávio Bolsonaro”, “foto Flávio Bolsonaro”, “Flávio Bolsonaro Sicário” e “Sicário Flávio Bolsonaro”, segundo o Metrópoles , revelando que boa parte do público não sabia quem era o homem retratado ao lado do senador antes de a imagem circular. A imagem havia sido publicada pelo ICL Notícias na quarta-feira (15).
Mourão foi preso em março de 2026 durante a terceira fase da Operação Compliance Zero e morreu dois dias depois, em 6 de março, enquanto permanecia sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. Segundo as investigações, ele integrava o grupo chamado “A Turma”, descrito como uma estrutura de intimidação, monitoramento e ameaças a adversários dos interesses do grupo de Vorcaro.
A explosão de buscas coincidiu com a mudança de versão do próprio Flávio Bolsonaro sobre a imagem. Inicialmente, o senador disse não se lembrar de Mourão. Depois, sua assessoria negou que ele conhecesse a pessoa retratada.
Em uma live posterior, Flávio passou a afirmar que a foto havia sido criada por inteligência artificial, usando como argumento a aparência de um dedo de Sicário. “Quando eles fizeram por IA, se esqueceram de cortar o dedo do cara”, declarou no Flow Podcast.