Levantamento de Filipe Boni identifica um padrão na mudança eleitoral. Dependência de insumos, endividamento rural e dificuldades de ascensão social ajudam a compreender o fenômeno e revelam a necessidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento.
Por que os 711 municípios que Flávio Bolsonaro virou, depois de terem dado vitória a Lula no primeiro turno de 2022, mudaram sua preferência eleitoral em 2026?
A pergunta orienta um levantamento realizado por Filipe Boni, apresentado em seu canal no YouTube. O estudo identifica uma relação expressiva entre o peso da agropecuária na economia municipal e a perda de votos de Lula. Mas também registra mudanças em cidades industriais e metropolitanas, onde as dificuldades econômicas têm outras características.
A investigação de Boni é o ponto de partida. Seus achados permitem examinar problemas estruturais da economia brasileira: a dependência de insumos agrícolas, o endividamento dos produtores e a interrupção das perspectivas de ascensão social.
Segundo Boni, 711 municípios que deram maioria a Lula em 2022 passaram a dar maioria a Flávio Bolsonaro em 2026. No levantamento, não foi identificado o movimento inverso.