O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesse sábado (10), que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresente, em até 3 dias (72 horas), informações complementares sobre o pedido de suspensão do canal Exército do Lula, no WhatsApp, que conta com mais de 3,3 milhões de seguidores. A ação foi proferida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
A ação é direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ao deputado federal André Janones (Rede), que administra o canal. Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e indicar as irregularidades atribuídas a cada conteúdo.
Segundo Flávio, a estrutura usa o canal para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa. O candidato do PL pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas.
André Janones classificou a tentativa de suspender o canal como “censura”. “Detalhe: ele pediu para que seja feito em duas horas, para que, em duas horas, a gente já não tenha mais o canal. É uma tentativa clara de censura. Por quê? Porque as redes sociais são onde eles sempre dominaram. Mas, com esse canal, a gente passou deles e aí eles estão tentando vencer no tapetão”, denunciou.
“Senta o dedo, explode esse vídeo, me ajuda a denunciar para a gente impedir esse absurdo. Censura, não. Foi suado, foi sofrido colocar 3 milhões e 200 mil pessoas no ‘Exército’. A gente não vai conseguir começar do zero e fazer isso tudo de novo. Explode esse vídeo, denuncia essa injustiça”, acrescentou o deputado federal reeleito.