O contrato da campanha de Flávio Bolsonaro com a empresa Elytron passou a ser alvo de um pedido de investigação apresentado à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral. O grupo de advogados Prerrogativas quer esclarecer os serviços contratados, os valores pagos e a possível utilização de ferramentas de manipulação política com inteligência artificial.
A iniciativa ocorreu depois de uma reportagem do The Intercept Brasil revelar documentos sobre um sistema oferecido pela empresa nos Estados Unidos. A ferramenta permitiria mapear eleitores e executar operações com contas falsas, desinformação, deepfakes e técnicas de guerra psicológica.
O pedido foi apresentado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida.
A movimentação financeira é outro ponto questionado. Segundo o levantamento, a campanha de Flávio registrou R$ 600 mil em notas fiscais válidas da Elytron, enquanto o PL declarou outros R$ 131,9 mil em pagamentos.
A prestação de contas parcial do candidato, porém, apontou R$ 1 milhão em despesas com a empresa. Os advogados pedem esclarecimentos sobre a diferença e sobre os serviços efetivamente entregues.