Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manterá no palanque do Rio de Janeiro o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), preso em flagrante com um fuzil durante a Operação Unha e Carne. A cúpula do PL aceitou que o aliado siga como candidato ao Senado na chapa bolsonarista, segundo apuração publicada nesta segunda-feira (27) pela colunista Bela Megale, de O Globo.
A decisão encerra, ao menos por enquanto, a articulação para retirar Canella da disputa após a prisão. Dirigentes do PL chegaram a considerar que o episódio havia inviabilizado a candidatura, mas o ex-prefeito manteve o nome e continuou respaldado por Flávio Bolsonaro.
Canella preside o União Brasil no Rio e tem Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, indicada para a primeira suplência. Antes da operação da Polícia Federal, o candidato à Presidência havia divulgado um vídeo no qual reafirmava apoio “integral” e “100%” ao aliado.
Márcio Canella foi preso em 7 de julho, quando agentes cumpriram mandados da sexta fase da Operação Unha e Carne. Um fuzil calibre 5,56 foi encontrado no veículo usado pelo político.
A defesa sustentou que a arma pertencia a um policial militar responsável pela segurança de Canella. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito e, posteriormente, revogou as medidas cautelares impostas a ele.