A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL) de lançar Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como vice em sua chapa presidencial aumentou a tensão entre aliados do PL e de partidos do centrão. Integrantes desses grupos avaliam a articulação como um erro perigoso para a campanha.
Aliados do PL dizem que Flávio está isolado nessa proposta dentro e fora do partido. A ideia não conta nem com o apoio de Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, para avançar nas negociações.
Um cacique partidário afirma que Daniella não tem estatura política para ocupar a vaga de vice. Na avaliação dele, a insistência de Flávio enfraquece o PL na mesa de negociação com outras siglas.
Daniella se filiou ao Republicanos em abril e ainda não construiu força interna nem alianças relevantes no partido. Por isso, aliados não a veem como um nome capaz de representar a legenda ou mobilizar correligionários na campanha.
Na semana passada, Valdemar disse a jornalistas que Daniella Marques não tem votos para ser vice na chapa de Flávio. O dirigente também afirmou que a vaga pode chegar indefinida à convenção do partido, marcada para o dia 25.