Flávio Bolsonaro pediu questão de ordem na CPI da Pandemia à distância após Renan Calheiros pedir a quebra de sigilo fiscal de Willer Tomaz, anfitrião da festa em que diversos parlamentares aparecem em piscina.
Por: Plínio Teodoro Publicado: 11/08/2026 - às 09h59 Atualizado: 11/08/2026 - às 10h01 | 6 min de leitura
Anfitrião da festa em seu Rancho Tomaz, onde diversos parlamentares aparecem à vontade dentro e no entorno de uma piscina com copos de whisky e garrafas de cerveja, o advogado Willer Tomaz foi defendido pelo amigo Flávio Bolsonaro (PL) durante a sessão da CPI da Pandemia em 25 de junho de 2021 quando o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a sua quebra de sigilo fiscal.
Na ocasião, a CPI ouvia o então deputado Luis Miranda (Republicanos) e o irmão dele, Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor público do Ministério da Saúde, sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina Covaxin, contra a Covid-19, pelo governo Jair Bolsonaro (PL).
Flávio, que não era membro da comissão, teve seu nome citado primeiramente pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que falou sobre uma reportagem da revista Veja dizendo que o filho “01” de Bolsonaro “abriu as portas do BNDES para dono da Precisa, empresa que fechou contrato com a Covaxin”. Em seguida, Renan Calheiros indagou os depoentes sobre o senador, que entrou à distância, pedindo “questão de ordem” por ter sido citado.