O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter colocado em dúvida o processo eleitoral depois de dizer, em evento com diplomatas estrangeiros em Brasília, que máquinas usadas nas eleições brasileiras teriam origem na empresa venezuelana Smartmatic, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, Flávio afirmou que “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições. O texto diz que o convite “segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral”.
O senador discursou na terça-feira no encontro “Debatendo o Brasil”, organizado pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação. Integrantes do corpo diplomático de 42 países acompanharam o evento, entre eles representantes de Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha.
Durante a fala, Flávio pediu que governos estrangeiros enviem observadores e técnicos para acompanhar o pleito brasileiro. “O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes”, disse.
Antes de citar a Smartmatic, o parlamentar mencionou documentos da CIA tornados públicos pela gestão de Donald Trump na semana passada, com suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano.