Durante um evento realizado nesta terça-feira (6) em Goiânia, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro, que recebeu o endosso do ex-governador de Goiás para o segundo turno das eleições, disse pretender usar a nova composição do Congresso para “mudar a Constituição” brasileira.
Na fala, ao comentar o resultado do primeiro turno, Flávio disse que a direita conquistou maioria no Congresso, e agora essa “força” deve ser usada para eleger os presidentes da Câmara e do Senado e, a partir daí, alterar a Constituição.
No dia seguinte, diante da repercussão da declaração, ele detalhou que se referia a propostas que já vinha defendendo durante a campanha, entre elas a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações em pontos da reforma tributária e o fim da reeleição.
“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo; tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, afirmou.
O candidato também disse considerar que o Brasil não vive atualmente uma “democracia plena” e defendeu mudanças para que, segundo suas palavras, o país “volte ao normal”.