A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação para tentar cassar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), além de restringir a atuação de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais no segundo turno. Protocolada nesta quarta-feira (14), a ofensiva judicial inclui 56 pessoas, entre elas 54 dirigentes de organizações como a CUT, a UNE e o MST, e pede a proibição do uso de suas estruturas institucionais para fazer campanha a favor de Lula ou contra Flávio.
Na petição de 109 páginas, encaminhada ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, os advogados acusam os investigados de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A defesa sustenta que organizações sindicais, estudantis e movimentos sociais teriam colocado sedes, funcionários, jornais, redes sociais e recursos financeiros a serviço da campanha petista.
A ofensiva vai além da retirada de publicações específicas. A campanha de Flávio pretende obter uma decisão judicial que impeça essas organizações de utilizar seus canais institucionais para divulgar propaganda eleitoral favorável a Lula ou contrária ao candidato do PL até o encerramento da votação, em 25 de outubro.
A petição resume sua acusação com a expressão “quando o sindicato vira comitê” e afirma que as entidades teriam sido convertidas em uma estrutura eleitoral coordenada para garantir a reeleição do presidente.
A defesa chega a classificar os episódios como “o maior abuso de poder já visto em eleições brasileiras”, embora as acusações ainda dependam de comprovação e julgamento pelo TSE.