Uma reportagem especial do site Intercept Brasil, publicada nesta sexta-feira (16/10), revelou que Flávio Bolsonaro teria feito negócios com a empresa norte-americana de cibersegurança Elytron que oferece serviço de inteligência artificial capaz de manipular eleições de forma clandestina.
A investigação, cujo texto é assinado pelos jornalistas Laís Martins, Leandro Becker e Eduardo Goulart, afirma que o candidato do PL à Presidência da República teria pago R$ 600 mil pelos serviços da Elytron.
Entre os serviços prestados pela empresa norte-americana, segundo a reportagem, estão: coleta imensa de dados e identificar grupos de eleitores para, de acordo com o perfil de cada um, executar atividades como disseminar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e utilizar “técnicas de guerra psicológica” e métodos de infiltração para desacreditar adversários.
A matéria destaca que as operações realizadas pela Elytron podem gerar “comportamentos inautênticos” na campanha eleitoral, o que significaria “influência ilegal e clandestina” e não uma “mera estratégia de marketing político”.
O Intercept Brasil revela que os registros da operação foram entregues à reportagem pelo analista de dados norte-americano Vincent Edward Reed, que foi consultor da Elytron entre os anos de 2024 e 2025 e que teria atuado na negociação para a venda do mesmo sistema à campanha de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos em 2024 – em seu testemunho à reportagem, o empreendedor não fala se a candidatura do Partido Republicano contratou ou não o serviço naquele então.