O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou sua campanha em um terreno que, nos últimos anos, passou a ser observado rigor pela Justiça Eleitoral. Em declarações na noite de terça-feira 21, ele recorreu ao velho discurso de desconfiança sobre as urnas eletrônicas diante de representantes diplomáticos estrangeiros.
O episódio ocorre três anos depois de o Tribunal Superior Eleitoral tornar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, justamente por apresentar acusações sem provas contra o sistema eleitoral brasileiro a plateia de embaixadores.
Durante o evento “Debatendo o Brasil”, realizado em Brasília com representantes de mais de 40 países e organizações internacionais, Flávio afirmou que documentos recentemente divulgados pela CIA supostamente apontariam vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação utilizados na Venezuela. Em seguida, fez uma associação entre a empresa Smartmatic – citada nos documentos – e as urnas brasileiras.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse. A afirmação, porém, é falsa. A Smartmatic não tem qualquer relação com as urnas brasileiras. Assista ao vídeo :
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