Considerado o “playboy” do clã, pelos gostos com mansões e vida de luxo, Flávio Bolsonaro (PL) revelou seu total descolamento da realidade de milhões de brasileiros ao promoter “cachsback” para os beneficiários do Programa Bolsa Família que economizarem R$ 100 do mínimo de R$ 600 pago pela política social, criada por Lula em outubro de 2003, em seu primeiro mandato na Presidência.
Em entrevista ao fisiculturista Júlio Balestrin, no canal do influencer Renato Cariani – réu por vender insumos para o PCC produzir cocaína e crack -, o filho “01” de Jair Bolsonaro ainda mentiu e tentou atrelar o programa ao Auxílio Emergencial, criado durante a pandemia, que pagava o mesmo valor após determinação do Congresso. À época, o então ministro da Economia Paulo Guedes defendia uma ajuda de R$ 200 aos brasileiros.
“60% quem recebe Bolsa Família hoje trabalham. Essa é a mentalidade, ah, o cara recebe Bolsa Família, é vagabundo. Não é, não é, não é a maioria. A maioria trabalha, mas trabalha informalmente porque se assinar carteira perde o benefício”, disse citando um dado fictício, que não existe em nenhum estudo.
“E a gente tem que entender, Juliano, tem muitas vezes um cara que, pô, passou fome. O cara não tinha o que comer de verdade. Recebe hoje os R$ 600 que o Bolsonaro deu. O valor foi Bolsonaro que deu”, afirmou em nova mentira, buscando confundir o Bolsa Família com o Auxílio Emergencial.
Totalmente fora da realidade, Flávio então cria soluções irreais para dar uma “segurançazinha” para os beneficiários não voltarem a passar fome. E delira ao oferecer “cashback” para os beneficiários do programa, que usam o dinheiro para pagar por itens básicos.