Há um momento curioso em toda campanha presidencial. É aquele instante em que o candidato sobe ao palco pela primeira vez não apenas para pedir votos, mas para apresentar o país que pretende construir. Uns falam de crescimento econômico. Outros prometem combater a fome, reduzir a violência, melhorar escolas, abrir mercados, recuperar empregos. Há quem escolha falar de esperança, há quem prefira vender medo. Mas todos, de alguma forma, apresentam uma ideia de Brasil.
No mesmo fim de semana, Lula subiu ao palco para defender os resultados do governo e pedir votos para Fernando Haddad em São Paulo. Ronaldo Caiado aproveitou sua convenção para falar de gestão, segurança pública, desenvolvimento e ainda defender as urnas eletrônicas diante da escalada de ataques ao sistema eleitoral. Até Renan Santos, personagem cercado de controvérsias e cujas ideias podem ser objeto das mais duras críticas, lançou um programa de governo, apresentou propostas e expôs uma visão de país para ser debatida.
Antes de pedir votos, Flávio escolheu atacar o Brasil
Flávio Bolsonaro escolheu outro caminho.
Uma candidatura construída para dizer que o Brasil não presta