O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não destinou emendas parlamentares para ciência e tecnologia, agricultura, habitação, transporte, cultura e energia desde que assumiu o mandato, em 2019. O pré-candidato à Presidência concentrou os recursos em saúde, defesa nacional e segurança pública.
De 2020 a 2026, Flávio indicou R$ 364 milhões em emendas, em valores corrigidos pela inflação. Desse total, R$ 79,5 milhões, ou 21,8%, foram para defesa nacional, enquanto R$ 70,9 milhões, equivalentes a 19,4%, seguiram para segurança pública.
Os números colocam o senador como o maior destinador de emendas para defesa entre os autores de repasses no período. Na segurança pública, ele ocupa a segunda posição, atrás apenas de Marcos do Val (Avante-ES).
A saúde recebeu R$ 185,5 milhões, ou 50,8% do total indicado por Flávio Bolsonaro. O percentual ficou apenas 0,8 ponto acima da exigência legal de que ao menos metade das emendas parlamentares tenha essa destinação.
Na educação, o senador destinou R$ 2,9 milhões, ou 0,8% de suas emendas, o que o colocou na 56ª posição entre 117 autores de repasses identificados no Senado desde 2019. Esportes e lazer receberam R$ 11,5 milhões, e a assistência social ficou com R$ 6 milhões.