Segundo a PF, Renato Cariani, aliado do clã Bolsonaro, teria desviado cerca de 12 toneladas de acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol para produção de pasta base de cocaína em pó e pedras de crack pelo PCC.
Enquanto propaga a narrativa de apoio a Donald Trump por classificar facções criminosas como organizações terroristas, Flávio Bolsonaro (PL) apareceu em um vídeo dentro de uma academia para anunciar a entrevista ao canal do influenciador fitness Renato Cariani, réu na Justiça por associação ao tráfico e elo com o Primeiro Comanda da Capital, o PCC.
Segundo investigação da Polícia Federal, que indiciou o influenciador, Cariani, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth teriam usado a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda para desviar cerca de 12 toneladas de acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol para produção de pasta base de cocaína em pó e pedras de crack pelo PCC.
No vídeo, Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Cariani e Júlio Balestrin, que dividem a bancada que faz entrevistas com candidatos da direita. Antes do senador, a dupla entrevistou Renan Santos, candidato do Missão, partido do Movimento Brasil Livre (MBL).
O filho “01” de Jair Bolsonaro diz que teve duas lesões, no joelho e no ombro, mas estaria “100% zerado”. E recebe do influenciador o apelido de “inquebrável”.