Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu neste domingo (19) que os servidores da Polícia Federal que supostamente estariam “à minha disposição” fossem enviados para investigar as fraudes contra aposentados do INSS. O pré-candidato à Presidência apresentou o deslocamento dos agentes como uma contribuição pessoal, embora não tenha poder para determinar onde policiais federais devem trabalhar.
No momento da publicação, Flávio sequer poderia ter uma equipe de proteção formalmente designada. A operação eleitoral da PF só pode começar a partir desta segunda-feira (20), depois da homologação da candidatura em convenção partidária e de uma solicitação oficial da campanha.
“Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS.”
Ao afirmar que queria “dar a minha contribuição”, Flávio tentou converter uma estrutura pública de segurança em um gesto de generosidade do candidato. Os agentes, no entanto, não são entregues ao presidenciável para que ele decida quem será investigado ou em qual operação deverão atuar.
O plano oficial divulgado pela Polícia Federal estabelece que a operação será coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa. Cada candidatura terá um planejamento próprio, elaborado a partir de análise de risco, ameaças, deslocamentos, locais dos eventos e características da agenda.