Uma movimentação de R$ 130 milhões em apenas três meses, viagens pagas e uma conta bancária com acesso atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão entre os elementos que levaram a Polícia Federal a investigar a relação do senador com o advogado Willer Tomaz.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do novo inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro.
Flávio agora é investigado em dois inquéritos no Supremo. O outro, conduzido pelo ministro André Mendonça, examina negociações envolvendo dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.
Os investigadores chegaram ao nome do senador ao examinar arquivos armazenados na nuvem do celular de Willer. O material continha documentos pessoais de Flávio, registros de reuniões e encontros entre os dois, além de informações sobre viagens custeadas pelo advogado.
Entre os documentos, chamou a atenção uma conta da Alcazar Holding na qual o parlamentar aparecia como “usuário master”, identificação associada a privilégios de gerenciamento.