Antes de aparecer nos relatórios da Polícia Federal, Rodrigo Bacellar ocupava uma posição estratégica no projeto eleitoral do bolsonarismo no Rio de Janeiro. Ex-presidente da Assembleia Legislativa do estado (ALERJ), ele chegou a ser apresentado como possível candidato ao Palácio Guanabara e mantinha uma relação próxima com o grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Essa proximidade ganhou outro peso depois que Bacellar foi investigado e indiciado pela PF. Segundo os investigadores, o então deputado teria participado de um esquema de vazamento de informações sigilosas para beneficiar pessoas associadas ao Comando Vermelho.
Em relatório divulgado em fevereiro de 2026, a Polícia Federal descreveu Bacellar como uma possível “liderança do núcleo político” de uma organização criminosa ligada à facção. A expressão não significa que ele tenha sido apontado como comandante operacional do Comando Vermelho, mas que, na avaliação dos investigadores, teria exercido influência política em favor de integrantes do grupo criminoso.
A defesa de Bacellar rejeita as acusações e afirma que não existem provas de sua participação nos crimes investigados.
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