O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta (14) que sua assessoria recebeu e-mails automáticos do Missão sobre uma filiação partidária, mas classificou as mensagens como spam. O episódio impediu inicialmente o registro de sua candidatura, até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabelecesse sua filiação ao PL.
Flávio afirmou que não pediu entrada no partido de Renan Santos e atribuiu a alteração no cadastro a uma fraude. “Vocês acompanharam hoje que teve uma fraude na minha filiação partidária. Tentaram me aliar, na verdade, ilegalmente a outro partido”, disse.
O candidato declarou que as mensagens chegaram ao e-mail de seu gabinete no Senado e foram ignoradas pela equipe. “Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. É porque como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que são spam, né”, afirmou.
Flávio exibiu na transmissão cópias impressas de e-mails que, segundo ele, cobravam um pagamento em dez dias. “São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem a minha filiação, ainda estavam me cobrando”, declarou.
O sistema da Justiça Eleitoral apontava que o senador havia deixado o PL em 12 de agosto e ingressado no Missão na mesma data. Integrantes da campanha identificaram o registro quando tentaram formalizar a candidatura de Flávio, já que a mudança cancelou automaticamente a filiação anterior.