Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal (PF) indicam que uma conta identificada com o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, esteve vinculada ao perfil administrativo de acesso bancário de uma empresa do advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi revelada pelo portal UOL em reportagem publicada neste sábado (10/10).
A apuração do veículo aponta que os e-mails foram localizados em arquivos armazenados em serviço de nuvem de Tomaz, apreendidos no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga desvios que podem alcançar R$ 6,3 bilhões por meio de cobranças associativas indevidas em aposentadorias e pensões.
Segundo a Polícia Federal, a troca de mensagens com o banco Santander tratava de uma conta relacionada à Alcazar Holdings, firma sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o advogado é sócio.
Em mensagem enviada à instituição financeira em 22 de maio de 2025, uma funcionária do escritório de Tomaz solicitou a exclusão de uma conta com a identificação “Flávio Bolsonaro” do conjunto de acessos vinculados ao chamado “usuário master” atribuído ao advogado. No mesmo dia, o banco confirmou a exclusão do cadastro. A solicitação ocorreu exatamente um mês após a deflagração da primeira fase ostensiva da operação da PF.
O sistema adotado pelo banco para contas de pessoas jurídicas permite múltiplos usuários autorizados: o perfil master detém autorização para realizar todas as movimentações financeiras, enquanto os usuários secundários operam com permissões restritas.