O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu o debate da TV Bandeirantes neste domingo (18) acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de corrupção, mas terminou o encontro sem responder ao desafio do petista para que abrisse seus sigilos. A avaliação é do cientista político Paulo Roberto Sousa, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em live do Brasil de Fato após o embate.
“É alguém que começa o debate chamando o outro de ladrão, de corrupto, de defensor de ladrões, e termina fugindo […] de um desafio muito significativo, de uma transparência extrema de ‘ok, vamos abrir os sigilos e vamos ver então quem é o ladrão da história’”, afirmou Sousa.
Para o analista, esse foi o “ponto alto” de Lula no debate. “O Flávio simplesmente tergiversou e fugiu disso. E é algo realmente muito significativo, que provavelmente boa parte da audiência pegou”, disse.
Segundo Sousa, as perguntas que Flávio Bolsonaro deixou sem resposta, como as sobre os R$ 134 milhões negociados com Daniel Vorcaro, podem “gerar ruídos” para a campanha do PL na última semana antes do segundo turno. “Ele pode ser facilmente enquadrado como alguém que só foge, um fujão”, afirmou.
“Quando você não fala, quando você não reage a isso, você deixa um ponto de interrogação. Fala: ‘Ué, mas afinal ele não é o grande, agora, defensor do combate à corrupção?’”, completou.