O Senado aprovou o fim da escala 6×1 por 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos realizados nesta quarta-feira (14). A votação consolidou uma conquista dos trabalhadores defendida pelo governo Lula e expôs as contradições de integrantes da oposição: Flávio Bolsonaro (PL) apoiou a proposta que vinha atacando, enquanto Tereza Cristina (PP) e Jaime Bagattoli (PL) votaram a favor depois de rejeitá-la na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Entre os partidos, o PT registrou nove votos favoráveis em cada turno, o PSD, 14, e o MDB, nove. No PL, foram 12 votos a favor, nenhum contrário e três senadores sem participação nas duas votações. O Republicanos teve cinco votos favoráveis e o voto contrário de Mourão. Os registros nominais do Senado mostram que Damares Alves, Marcos Pontes, Magno Malta, Jorge Seif e outros nomes do bolsonarismo também ficaram no campo do sim.
Embora os placares tenham sido idênticos, houve troca entre os participantes: Ciro Nogueira (PP) não votou no primeiro turno e apoiou a PEC no segundo e Dr. Hiran (PP) votou sim no primeiro e não participou do segundo. Davi Alcolumbre não votou por presidir a sessão.
No caso de Flávio, o voto contrasta com a posição sustentada durante a campanha. Em 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno, o candidato chamou de “oportunista” o debate sobre o fim da escala 6×1 e acusou Lula de explorar eleitoralmente a reivindicação. Defendia, como alternativa, maior liberdade de negociação da jornada. Na véspera da votação, anunciou apoio à PEC, alegando atender à vontade da maioria dos trabalhadores. Nesta quarta, registrou sim nos dois turnos.