Autoridades informaram ao PL que o nome vinculado à filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Missão pertence a um filiado que exerce função diretiva na sigla. A identificação abriu uma frente de investigação sobre o acesso que incluiu o parlamentar no sistema partidário.
Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República receberam o nome, o local do acesso, os registros de atividade e o horário em que ocorreu o cadastro. Esses elementos devem orientar a apuração sobre a origem da filiação.
Os investigadores ainda buscam esclarecer se o dirigente realizou diretamente a inclusão de Flávio no sistema ou se alguém usou seus dados de acesso sem autorização. A identificação do usuário ligado ao cadastro não encerra essa dúvida.
A apuração trata o episódio como possível inserção de dados falsos em sistema de informações, crime previsto no artigo 313-A do Código Penal. A pena indicada para esse delito varia de dois a 12 anos de reclusão, além de multa.
O Partido Missão afirmou que também sofreu uma tentativa de fraude e negou ter sido responsável pela filiação. Em nota, a legenda disse que seu sistema identificou o problema e tentou cancelar o registro no mesmo dia.