Decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deram respostas rápidas a pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e deixaram sem efeito imediato representações da coligação de Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026. O contraste envolveu ordens sobre redes sociais, anúncios pagos, suposta redução de alcance de publicações e conteúdos atribuídos à chapa bolsonarista.
Neste domingo (11), o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, ordenou que o WhatsApp retirasse do ar em três horas o canal “Exército do Lula”, ligado ao deputado André Janones (Rede-MG). A medida atendeu a uma solicitação apresentada no sábado (10) pela campanha de Flávio Bolsonaro.
O corregedor-geral eleitoral e relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a ordem horas depois. Antes da decisão de Nunes Marques, Cueva havia dado cinco dias para a candidatura de Flávio apresentar provas que sustentassem o pedido de remoção do canal.
Também neste domingo (11), o ministro André Mendonça mandou a campanha de Lula suspender o impulsionamento pago de publicações no Instagram e no Facebook contra Flávio Bolsonaro. A campanha do senador havia protocolado o pedido na quinta-feira (8).
Em sentido inverso, o TSE determinou por unanimidade que a campanha de Flávio removesse três publicações no X, feitas em 30 e 31 de maio. A decisão acolheu um pedido da coligação petista, mas outras representações contra conteúdos bolsonaristas não tiveram resposta liminar.