Eduardo Bolsonaro voltou a lançar suspeitas sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro ao reproduzir, nesta quinta-feira, a narrativa apresentada horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um discurso cheio de fake news na Casa Branca.
Ele está desenhando a estratégia para contestar uma provável derrota de Flávio Bolsonaro no pleito vindouro.
Eduardo, que fugiu para os EUA e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo, em razão de sua atuação para tentar interferir no julgamento da ação sobre a tentativa de golpe de Estado, utilizou o discurso de Trump para insinuar que as eleições brasileiras são fraudadas.
Em pronunciamento em horário nobre, Trump afirmou que documentos da CIA mostrariam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tentaram manipular eleições por meio de sistemas eletrônicos de votação. No entanto, o próprio relatório citado pelo presidente americano afirma que não há provas e conclui que não existem evidências de que a Venezuela ou a empresa Smartmatic tivessem capacidade de alterar resultados eleitorais nos Estados Unidos.
Poucas horas depois, Eduardo Bolsonaro publicou uma longa mensagem no X afirmando que os supostos arquivos da CIA comprovariam que “Maduro fraudou urnas eletrônicas para roubar a eleição e se reeleger em 2020”. Em seguida, passou a estabelecer paralelos entre a Venezuela e o Brasil.