A oito dias do segundo turno presidencial marcado por denúncias de manipulação dos algoritmos pelas plataformas digitais, os brasileiros se levantaram nas ruas e nas redes em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A luta não é contra um candidato, no caso, Flávio Bolsonaro (PL), mas contra uma nova forma de fascismo, puxada por um neoliberalismo radical que visa a destruição dos direitos sociais, incluindo a aposentadoria, e à submissão a Washington. Essa é a análise do professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e especialista em comunicação digital Sérgio Amadeu.
A Opera Mundi, Amadeu observa o papel das redes sociais nas eleições deste ano e aponta caminhos para que atual onda pela eleição de Lula se converta em um “tsunami antifascista”. Em sua avaliação, o engajamento de todos é crucial para driblar a manipulação das big techs em prol de Flávio Bolsonaro.
O especialista destaca a falta de transparência dessas empresas, questiona a alegação da Meta de que a remoção de conteúdos favoráveis ao presidente decorreu de falhas técnicas e cobra a divulgação dos registros que permitiriam auditar o funcionamento dos algoritmos.
O mais importante nesse momento é “essa onda virar um tsunami e permanecer no alto”, afirma. Para isso, ele apresenta quatro orientações: conversar com pelo menos duas pessoas que tendem a não votar, participar das manifestações puxadas pelos movimentos nas principais cidades do país; postar vídeos pessoais de apoio a candidatura Lula e a dedicação em algum momento do dia para impulsionar a circulação de conteúdos do campo progressista por meio de curtidas, comentários, inscrições em canais e compartilhamentos.
“Se tem uma onda do lado de lá, o nosso é um tsunami. Vamos mexer as placas tectônicas”.