O canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, usado por apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, não constava entre os endereços eletrônicos informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha afirmou que comunicou o espaço ao tribunal, mas disse que enviará um complemento com a URL do canal.
A discussão ganhou força após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão de postagens no canal “Exército do Lula”, ligado ao deputado federal André Janones (Rede). A decisão condicionou a retomada das atividades à comunicação do endereço do canal à Justiça Eleitoral, fato ocorrido na tarde desta terça (13).
Nunes Marques citou o artigo 28 de resolução do TSE de 2019, que exige a comunicação de endereços eletrônicos de aplicações, inclusive canais públicos em aplicativos de mensagens, fóruns online e plataformas digitais. A regra prevê exceção para iniciativas de pessoas naturais.
Na relação de 43 endereços apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro ao tribunal, havia apenas um link de canal de WhatsApp. O endereço, porém, aparecia como inexistente e tinha URL semelhante, mas diferente, da usada pelo canal “Bolsozap”.
Também ligado a sites oficiais da campanha, o canal “BolsonaroTV” não aparecia entre os endereços declarados ao TSE. Os canais “Bolsozap” e “BolsonaroTV”, utilizados desde o primeiro turno, reuniam cerca de 380 mil seguidores.