Movimentos estudantis ampliaram o calendário nacional de manifestações em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra o avanço da extrema direita representada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições de 2026.
Após assembleias e passeatas espontâneas que reuniram dezenas de milhares de jovens nos primeiros dias após a votação de domingo (4), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e diretórios acadêmicos estruturaram uma série de atos de rua, plenárias e paralisações em capitais e cidades universitárias de todas as regiões do país.
A mobilização estudantil tem como principal marco a convocação batizada de “Dia 11, a aula é nas ruas”, agendada para o próximo domingo (11), véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida.
A mobilização concentra caminhadas em pontos estratégicos, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na avenida Paulista, e o Parque 13 de Maio, no Recife (PE).
Além de defender a reeleição de Lula e investimentos na educação pública, os protestos incorporam bandeiras sociais históricas da classe trabalhadora, com destaque para a exigência pelo fim da jornada de trabalho na escala 6×1 e a defesa da soberania nacional.