Um esquema que usa vídeos de crianças de Uganda e oferece criptomoedas a usuários que divulgarem conteúdo pedindo voto em Flávio Bolsonaro (PL) levantou suspeitas de possível irregularidade eleitoral. Segundo reportagem de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, o site Brasil 22 Token distribui tokens B22 para quem promover o projeto nas redes sociais. Para o advogado eleitoral Hélio Silveira, o mecanismo repete a lógica dos “concursos de cortes” de Pablo Marçal, que resultaram na inelegibilidade do empresário — hoje integrante da campanha presidencial de Flávio.
SAIBA MAIS:
Idealizador de esquema com crianças de Uganda pró Flávio Bolsonaro diz que objetivo é enganar quem votou 13; vídeo
O projeto foi lançado na terça-feira (6) e anuncia um airdrop, modalidade de distribuição de criptomoedas. Para receber os tokens, o participante precisa ter B22, compartilhar o projeto nas redes sociais, enviar o link da publicação e informar uma carteira digital.
Ao mesmo tempo, o próprio site declara apoio eleitoral. Em uma seção intitulada “Nosso apoio ao voto 22”, o projeto defende o número usado por Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.