A Associação Movimento Brasil Laico acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), o bispo Samuel Ferreira e a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Madureira por suposta propaganda eleitoral irregular durante um culto religioso realizado no sábado (10), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Na representação, a entidade pede a abertura de investigação e a adoção de medidas para impedir a repetição de atos semelhantes antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A associação também solicita que o Ministério Público Eleitoral avalie o ajuizamento de uma ação que pode resultar na cassação do registro ou diploma de Flávio e na inelegibilidade dos responsáveis por oito anos.
O episódio ocorreu durante a celebração do centenário da Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Segundo a representação, o bispo Samuel Ferreira conduziu os fiéis em um coro que repetiu 14 vezes a expressão “irmão vota em irmão”. Em seguida, o religioso afirmou que não poderia pedir votos durante a celebração, mas declarou que, se pudesse, faria campanha pelo candidato do PL.
“Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui, porque vão falar que eu pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria. Pediria voto para o Flávio. Porque o Flávio é honesto. Pediria voto para o Flávio, porque o Flávio é sério”, disse o bispo.