(Folhapress) O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promete um ajuste fiscal que pode atingir o reajuste das aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A equipe econômica da campanha de Flávio estuda alterar a regra de reajuste do salário mínimo, que também é o piso previdenciário, para trazer economia de R$ 250 bilhões. O candidato nega.
O salário mínimo tem aumento acima da inflação, em regra reeditada por Lula em 2023 e modificada no final de 2024 para limitar o ajuste ao arcabouço fiscal. Hoje, de cada 10 beneficiários da Previdência Social, 7 recebem o piso previdenciário, no valor do salário mínimo.
O reajuste dos benefícios do INSS, como aposentadorias, pensões e auxílios acima do salário mínimo, ou seja, acima do piso previdenciário, considera a inflação do ano anterior medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Diferentemente de quem recebe o salário mínimo, esses beneficiários têm apenas a correção pela inflação no benefício para não perder o poder de compra, conforme determina a legislação.