O presidente da Argentina, Javier Milei, começa nas próximas semanas uma série de visitas a políticos da extrema direita pela América Latina. As primeiras paradas, no dia 25 de julho, serão em Brasília e São Paulo, com uma prometida visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, e ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O roteiro de Milei continua depois para o Peru e a Colômbia, onde a extrema direita ganhou as eleições recentes com margem estreita de votos e acusações de interferências externas.
A agenda não vai contemplar um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a apuração do Brasil de Fato, não houve pedido, até o momento, de encontro bilateral entre Brasil e Argentina para a data. O governo federal, inclusive, acredita que não haverá qualquer solicitação e que o argentino pode participar do lançamento da campanha de Flávio, também agendado para o dia 25.
Milei tem evitado se encontrar com Lula. Na última reunião do Mercosul, no Paraguai, o argentino preferiu faltar e ficar em Buenos Aires, para tirar foto com Flávio em uma reunião de apoio a Israel.
Dois dias depois, Milei vai para o Peru para participar da posse da ultraconservadora Keiko Fujimori como presidenta do país. A filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori ganhou com uma diferença de apenas 49.641 votos. O resultado foi contestado pelo adversário Roberto Sánchez (Juntos por él Perú), por falhas administrativas e problemas na custódia das cédulas eleitorais.
Em agosto, Milei estará na posse de Abelardo de la Espriella, na Colômbia. Assim como no caso de Fujimori, o novo presidente colombiano venceu uma disputa acirrada. A diferença foi de aproximadamente 250 mil votos, menos de um ponto percentual.