Em sua sétima disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva busca um inédito quarto mandato no Palácio do Planalto enfrentando a interferência direta — e já colocada em marcha — de um movimento internacional da ultradireita, capitaneado por Donald Trump, em favor de seu principal adversário, como nunca antes visto na história deste país.
A submissão aos interesses de um cambaleante EUA, que busca desesperadamente manter sua hegemonia econômica, agora ganha a face de Flávio Bolsonaro (PL), o mais extremista representante da classe política brasileira que, historicamente, busca entregar as riquezas do Brasil aos trustes transnacionais do financismo, da energia, das armas e, mais recentemente, das chamadas big techs, em troca de projetos de enriquecimento pessoal e do grupo que representa.
Nas últimas semanas, a disputa passou a mobilizar atores estrangeiros, gigantes da tecnologia e uma fabricada crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto Donald Trump transforma Flávio Bolsonaro em aliado prioritário na América Latina, Javier Milei e Benjamin Netanyahu gravam vídeos de apoio ao senador, e o Tribunal Superior Eleitoral, sob a presidência de Kássio Nunes Marques, flexibiliza regras para as plataformas digitais após negociações com as próprias empresas.
Separados, os episódios poderiam parecer circunstanciais. Em sequência, desenham um cenário que coloca a soberania do processo eleitoral brasileiro no centro de uma disputa internacional.
Após as sanções e o Tariflávio, articulados por Eduardo Bolsonaro, resultarem em efeito reverso, turbinando o discurso de soberania de Lula contra o adversário, Trump começou a mobilizar seu governo e aliados para uma interferência direta no processo eleitoral.