Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta conter o desgaste provocado por novas revelações envolvendo seu escritório de advocacia e personagens investigados no caso Banco Master, um de seus principais aliados políticos acredita que a saída não passa por explicações, mas pela radicalização.
Em uma live, Paulo Figueiredo defendeu que a direita recupere o espírito de 2018, quando a campanha de Jair Bolsonaro transformou as redes sociais em uma máquina de guerra política baseada em memes, ataques às instituições, desinformação e um discurso permanente de confronto. A receita apresentada é resgatar justamente a estratégia que, nos anos seguintes, alimentou a escalada de ataques ao sistema eleitoral, ao Supremo Tribunal Federal e culminou na tentativa de golpe contra a democracia após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
Ao longo do programa, Figueiredo fez um exercício de nostalgia dos tempos em que Bolsonaro viralizava com vídeos, bordões e declarações agressivas. Para ele, aquele período representava uma comunicação “autêntica” e “orgânica”, produzida por apoiadores nas redes sociais. Na prática, foi também a consolidação de um ambiente digital em que a polarização extrema, a disseminação de teorias conspiratórias e os ataques às instituições democráticas passaram a ocupar o centro da estratégia política do bolsonarismo.
Esse corte do @pfigueiredo08 de hoje resgatou muitos sentimentos e um ponto central para 2026: a direita precisa voltar a dominar a cultura digital como fez em 2018.
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