Se em 2022 a eleição presidencial foi uma disputa entre Lula e Bolsonaro, em 2026 a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva é contra Donald Trump. Alguns analistas discutem se o presidente estadunidense poderá intervir nas eleições brasileiras. Mas, está muito claro: Trump já está interferindo na eleição brasileira. Com tarifas, pressão econômica, redes sociais e a já conhecida guerra ao terror.
A família Bolsonaro e Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo, passaram meses pedindo medidas contra o próprio Brasil. Porque o cálculo deles é simples: quanto pior estiver a economia brasileira durante a eleição, maior o desgaste de Lula. Mas, quando os Estados Unidos impõem tarifas contra o Brasil, quem paga essa conta somos nós. A gasolina fica mais cara, os preços sobem e as vagas de emprego diminuem. Tudo isso para que a taxa de lucro dos empresários se mantenha no mesmo patamar, enquanto a vida do povo piora em nome de uma guerra econômica que não foi criada por nós, mas pela elite do Norte Global.
Nas redes sociais, a disputa também passa por empresas sediadas nos Estados Unidos, que controlam os algoritmos que decidem o que milhões de brasileiros vão ou não vão assistir. E os homens por trás dessas plataformas já declararam publicamente apoio a Trump e aparecem em eventos públicos juntos do presidente.
No Brasil, isso se demonstra em ações muito concretas. Lembrem-se que no início deste ano o Partido Liberal fez um seminário de comunicação com o apoio do Google e da Meta, que hoje é dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, não por coincidência, os principais canais virtuais de campanha eleitoral. Alguém ainda duvida do favorecimento algorítmico da extrema-direita nesses canais?
Por fim, outro tema que deve aparecer com muita força nessa disputa eleitoral praticamente internacional é o tema do terrorismo. E alguém aqui realmente acredita que o governo Trump quer enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas simplesmente porque está preocupado com o tráfico de drogas?