
O último levantamento BTG/Nexus revela que Lula abriu 29 pontos de vantagem entre brasileiros com mais de 60 anos no segundo turno.
Essa faixa etária representa quase um quarto do eleitorado e ganha peso crescente.
Historicamente visto como um dos pilares do bolsonarismo, o grupo deu um forte sinal de mudança.
O resultado representa uma reviravolta em relação ao levantamento anterior, realizado em 15 de junho. Na ocasião, Lula tinha 50% contra 44% de Flávio, uma diferença de apenas seis pontos. Desde então, o presidente cresceu 12 pontos, enquanto o senador perdeu 11, ampliando a distância para quase cinco vezes.
Trata-se de uma parcela da população que continua crescendo em razão do envelhecimento demográfico do país e do aumento da expectativa de vida.

Essa tendência torna o segmento cada vez mais decisivo. O Brasil passa por uma transição demográfica: há mais idosos vivendo por mais tempo e participando ativamente do processo eleitoral.
Em um cenário como esse, conquistar — ou perder — a confiança desse grupo pode definir o resultado de uma disputa presidencial.
O desempenho de Lula nesse público também sugere um desgaste da marca Bolsonaro entre os mais velhos.
Questões como estabilidade econômica, valorização das aposentadorias, programas sociais e segurança financeira costumam pesar mais nas decisões desse segmento, que tende a apresentar elevados índices de comparecimento às urnas.