O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou ter recorrido às regras do Texas, nos Estados Unidos, para conseguir uma isenção de vacinação para a filha antes da matrícula escolar. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar usou o episódio para defender o que chamou de “liberdade” dos pais e criticar a política brasileira de vacinação infantil.
Eduardo disse que imprimiu em casa um formulário oficial do governo texano e levou o documento a um estabelecimento do serviço postal americano (USPS), onde teria realizado o reconhecimento da declaração. Segundo o parlamentar, o procedimento custou US$ 10.
Ao relatar o caso, Eduardo elogiou a legislação do Texas e afirmou que o modelo representa o “respeito à liberdade dos pais decidirem o que é melhor para o futuro dos seus filhos”. Na avaliação do ex-deputado, o sistema americano deveria servir de exemplo para o Brasil.
“No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado”, afirmou.
A exigência de vacinação infantil no Brasil, no entanto, é anterior ao atual governo. A Lei nº 6.259, de 1975, que instituiu o Programa Nacional de Imunizações (PNI), prevê a definição de vacinas obrigatórias pelas autoridades de saúde.