Em mais uma tentativa de interferir nas eleições, Rubio divulga dossiê de que Cuba patrocinou "esquerdismo radical" e Eduardo Bolsonaro fala em financiamento ao Brasil, que é citado apenas de forma superficial no documento.
Horas após o presidente Lula desafiar o conluio do governo Donald Trump com o clã Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma dobradinha com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que divulgou nas redes um dossiê produzido pelo governo Donald Trump para embasar a narrativa da ultradireita de que “o regime cubano tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical e do terceiromundismo nos Estados Unidos”.
“Documentado: como Cuba financiou a guerrilha no Brasil. A pergunta atual é: será que parou por aí a influência do mal contra os brasileiros de bem?”, escreveu Eduardo Bolsonaro ao compartilhar, na manhã desta terça-feira (21), a publicação de Rubio.
O documento “CUBA: The Capital of 21st Century Communism”, no entanto, cita apenas superficialmente o Brasil no capítulo II, intitulado “Birth of a New Left” (Nascimento da Nova Esquerda, em tradução livre), que lista países e organizações participantes da conferência realizada em Havana em 1966 do “Comitê Nacional para a Conferência de Solidariedade aos Povos da África, Ásia e América Latina”.
“Ao longo da década de 1960, seu regime apoiou grupos de guerrilha na Venezuela, Colômbia, Peru, Brasil, Paraguai, Argentina e no Caribe”, diz o texto sobre o “patrocínio” de Cuba às ações no Brasil.