O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desistiu de concorrer como suplente na chapa de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo.
A decisão foi tomada em conversa virtual entre os dois e motivada pela avaliação de que o registro do nome do filho conspirador do ex-presidente condenado, tornado inelegível por condenação na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), poderia inviabilizar a candidatura como um todo e comprometer o projeto da direita de eleger representantes no estado.
André do Prado confirmou a saída de Eduardo da chapa. A equipe jurídica do partido avaliou que, por precaução, seria melhor Eduardo deixar a vaga para não “contaminar” a chapa, segundo o próprio Prado.
Eduardo Bolsonaro declarou que desistiu para evitar o risco de uma eventual impugnação de sua candidatura durante a campanha. Ele afirmou que a decisão “foi tomada para preservar um projeto maior” e fez mais uma de suas alegações delirantes apontando um cenário de “grave insegurança jurídica” e “evidente perseguição política” contra ele e a família.
A narrativa de vitimização, no entanto, não altera o fato que a motivou: uma condenação judicial colegiada que o tornou inelegível.