O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma ameaça, na rede social X. Ele afirmou que “não haverá eleições em 2030” caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não vença a disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro deste ano.
A declaração foi feita após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias, como punição pelo descumprimento de medidas cautelares.
Ao condicionar a existência de um pleito futuro ao resultado de uma eleição presente, Eduardo escalou a retórica de deslegitimação das instituições democráticas brasileiras e aproveitou o episódio para pedir ao governo de Donald Trump que restabeleça sanções internacionais contra Moraes.
O ex-deputado, que conspira contra o Brasil nos EUA, justificou a afirmação com um cenário hipotético de concentração de poder. “É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?”, argumentou.
A lógica apresentada por Eduardo inverte a relação entre instituições e eleições: em vez de reconhecer o pleito como mecanismo de alternância de poder, trata o resultado eleitoral desfavorável como extinção da própria democracia, um enquadramento que serve menos à análise política do que à mobilização de uma base que já desconfia das urnas.