A Espanha conquistava o bicampeonato mundial no MetLife Stadium, em Nova Jersey, enquanto, a 7 844 quilômetros dali, um pedaço de São Paulo mergulhava em um luto improvável.
Na Rua da Mooca, brasileiros vestidos com a camisa da Argentina deixaram o local arrasados depois da derrota por 1 a 0 na prorrogação.
No bar Moocaires, fundado por argentinos em 2007, e no posto de gasolina vizinho, transformado em arquibancada improvisada durante o Mundial, bandeiras argentinas tremulavam nas calçadas, vendedores ambulantes ofereciam camisas de Lionel Messi e da Albiceleste, tambores (!?!) davam o ritmo da festa e copos de Fernet com Coca-Cola circulavam.
Segundo o Globo, eles cantavam músicas da torcida argentina, vibravam com cada defesa de Emiliano Martínez, chamavam Messi de “maior da história” e vaiavam os espanhois.
A relação desse pessoal com a seleção argentina deixou de ser apenas futebol há alguns anos. Ela mistura idolatria por Lionel Messi, rejeição à Seleção Brasileira, ódio por si mesmos, admiração pelo presidente argentino Javier Milei e, por extensão, identificação com Bolsonaro. Vira-latismo, em suma.